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Inclusão da pessoa idosa no ambiente urbano – Um desafio a ser alcançado

Alinhada à ONU, SBGG chama atenção para aspectos a serem aperfeiçoados para adaptar as cidades ao novo perfil populacional
Em seu 25º ano, no Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), alinhada ao direcionamento da Organização das Nações Unidas (ONU), chama a atenção para a “sustentabilidade e inclusão da pessoa idosa no ambiente urbano”. Segundo dados apresentados pela ONU estima-se que 1 em cada 10 pessoas do mundo devam residir em áreas urbanos nos países em desenvolvimento, como o Brasil, até 2030. Simultaneamente, é notório o crescente número de pessoasidosas na população. Só no Brasil o número de idosos já alcança 22,9 milhões (11,34% da população) e a estimativa é de que nos próximos 30 anos esse número mais que triplique. A combinação de migração para os centros urbanos com o aumento dos idosos significa que o número de pessoas com mais de 60 anos vivendo em cidades pode crescer para mais de 900 milhões em 2050, o que representa um quarto dototal da população urbana – ou seja, 1 em cada 5 pessoas será idoso. Para a SBGG são necessários esforços interdisciplinares ligados ao envelhecimento para que possa haver mudanças a fim de que haja no Brasil a preparação para esta nova e emergente realidade populacional. De acordo o presidente da Sociedade, João Bastos Freire Neto, o ambiente urbano sustentável e inclusivo deve permitir segurança, acessibilidade e oportunidades e, atualmente, verifica-se que pessoa idosa não está contemplada nesse contexto, apesar do crescimento populacional significativo no País. Ele esclarece que o envelhecimento é um processo contínuo, irreversível e universal e todas as pessoas desejam uma vida com qualidade, autonomia, independência e segurança em qualquer idade. A presidente do Departamento de Gerontologia, Maria Angélica Sanchez, alerta para o fato de que embora haja políticas voltadas ao idoso, como o Estatuto e a Política Nacional do Idoso (PNI), por exemplo, elas precisam ser colocadas em prática. “O Brasil precisa despertar agora para a nova realidade demográfica. Não podemos ficar apenas pensando no que vai acontecer em 2030 ou 2050, caso contrário, vamos nos deparar com um cenário caótico. Temos que nos adequar a esta realidade hoje”, ressalta a especialista em gerontologia. Freire Neto avalia que é preciso propiciar condições para que o idoso continue participativo na comunidade em que vive. De acordo com a ONU, os transportes são considerados “uma das pedras angulares para a participação, independência e inclusão social da pessoa idosa”.  Neste sentido as cidades precisam ser repensadas para atender às necessidades principalmente, das pessoas idosas, para que elas não venham a serem prisioneiras no meio em que vivem, mas que tenham oportunidades para continuarem ativos, da forma que lhe convierem.  ​​A discussão estabelecida neste 25º aniversário do “Dia Internacional do Idoso” acontece em antecipação da III Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III) a ser realizada em 2016 pela ONU, que irá repercutir não só sobre o impacto do novo ambiente urbano em pessoas idosas, mas também o impacto dos idosos sobre o novo ambiente urbano.  44 Agenda* de Ações pelo Dia Internacional do Idoso Para celebrar o Dia Internacional do Idoso, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), por meio de suas seções estaduais, irá realizar algumas atividades em diferentes locais do País junto à população. Confira informações na agenda* abaixo: Goiás (GO) 27 de setembro Organização: SBGG-GO Porta-voz: Ricardo Borges (geriatra e presidente da SBGG-GO) Local: Parque Vaca Brava Hora: das 7h às 13h Tema: Acessibilidade e Espaços Públicos Objetivo: convidar os idosos a ocuparem os locais públicos da cidade para melhorar a qualidade de vida e sensibilizar o poder público para a necessidade de adequar esses ambientes para as especificidades desta população.  Atividades previstas Envelhecimento saudável e sustentável: esclarecimento Avaliação nutricional Avaliação do equilíbrio e marcha Alongamento e caminhada pelo parque   São Paulo (SP) Data: 1 a 4 de outubro Organização: SBGG-SP A seção São Paulo da SBGG irá apoiar as atividades promovidas pela Virada da Maturidade.   Serão atividades como rodas de conversa, cinedebates, apresentações culturais em instituições parceiras como HC, CRI, HSPM, HSPE, nos dias 1 e 2, e atividades culturais nos dias 3 e 4 no Parque da Água Branca.   *sujeita a inserções de novos locais no decorrer do período
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SBGG, SBGG-RJ e ANCP realizam encontro no Dia Mundial de Cuidados Paliativos

No Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, data celebrada no segundo sábado do mês, neste ano em 10 de outubro, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a SBGG–Seção Rio de Janeiro e a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) realizarão o encontro “Vidas Esquecidas, Pacientes Ocultos”. Com o objetivo de congregar profissionais que trabalham com cuidados paliativos no Rio de Janeiro, a atividade será realizada das 9h às 13h, no Instituto de Neurologia Deolindo Couto, auditório Térreo, localizado à rua Venceslau Brás, 95, Botafogo. O evento destina-se aos profissionais que atuam no campo do envelhecimento e às pessoas que pretendam uma aproximação da temática dos Cuidados Paliativos em idosos. A atividade trará à discussão as ações paliativas em todos os níveis da assistência à Saúde. Hoje, os Cuidados Paliativos ainda são subutilizados no Brasil. “A essência dessa abordagem é maximizar a capacidade da pessoa para que ela viva da melhor forma possível. A intenção não é dar anos à vida, mas vida aos anos”, relata o presidente da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), o geriatra Daniel Azevedo. Segundo ele, o principal obstáculo à implementação e ao crescimento dos Cuidados Paliativos no Brasil é a falta dessa disciplina nos currículos dos profissionais da Saúde, que continuam sendo treinados para manter a vida a qualquer custo, mesmo quando o organismo se encontra em falência evidente. O presidente da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos defende ainda a necessidade de multiplicar os centros de assistência e formação em Cuidados Paliativos. A paliação deve ser opção terapêutica em diferentes níveis de cuidados em qualquer local, desde a residência, até o hospice, passando por internação em hospital geral, CTI, hospital de reabilitação ou instituição de longa permanência. Leitos específicos para pessoas com doenças incuráveis que ameaçam a continuidade da vida são necessários nos grandes hospitais, ou pelo menos comissões de especialistas que possam orientar os tratamentos oferecidos a essas pessoas. Deve existir foco especial no controle primoroso de qualquer sintoma que provoque desconforto e no acolhimento das demandas familiares, sejam elas práticas, psicológicas ou até espirituais. PARTICIPE! As inscrições estão abertas. Para informações acesse http://sbgg.org.br/c/eventos/sbgg/  ou entre em contato por meio do e-mail sbggrj@sbggrj.org.br ou no fone (21) 2235-0038 Mais informações: Vamos Falar de Cuidados Paliativos? A SBGG e Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) lançaram no primeiro semestre deste ano a cartilha “Vamos Falar de Cuidados Paliativos” para profissionais da Saúde ou familiares que desejem compreender a filosofia e o histórico dos Cuidados Paliativos. Trata-se de material com informações introdutórias sobre o tema. Além de uma visão geral do assunto, a cartilha traz também reflexões sobre a aproximação entre Geriatria e Cuidados Paliativos e sobre paliação em idosos. Conta, ainda, com orientações sobre diretivas antecipadas de vontade e sugestões de leituras complementares. Não é possível trabalhar com Geriatria ou Gerontologia sem uma formação básica em Cuidados Paliativos, que representam um dos alicerces da assistência à saúde dos idosos. dia mundial dos cuidados paliativos 2015 (2) Esse material pode ser baixado gratuitamente pelos sites da SBGG e da ANCP. Acesse http://sbgg.org.br/vamos-falar-de-cuidados-paliativos/
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Decreto 8.497/2015 – AMB convoca sociedades de especialidades para reunião

No dia 25 de agosto, as sociedades de especialidades médicas foram convocadas pela Associação Médica Brasileira (AMB) a participarem de reunião sobre o Decreto Presidencial 8.497/2015. O encontro, que deve contar com a presença do Conselho Federal de Medicina, Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), será dividido em duas etapas: a primeira acontece das 10h às 12h, na Associação Médica de Brasília (AMBr). E, na sequencia, das 12h30 às 19h, na Câmara dos Deputados. A iniciativa da mobilização da categoria foi definida em reunião realizada no dia 21 de agosto, na qual esteve presente pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), João Bastos Freire Neto. Na ocasião os presentes tomaram ciência de que o teor da reformulação do texto original do Decreto atendia às expectativas da categoria médica em prol da defesa da manutenção dos mecanismos que garantem a qualificação do exercício da medicina. Em nota, a AMB informou que a minuta do novo decreto deverá ser entregue aos deputados do Grupo de Trabalho até às 11 horas da próxima terça-feira, dia 25/8. Caso isso não aconteça, o Pedido de Urgência para o Projeto de Decreto Legislativo 157, que susta os efeitos do decreto 8.497, volta à pauta da Câmara dos Deputados na sessão do dia 26/8, quarta-feira, juntamente com a análise do mérito. Trata-se de uma data considerada crucial neste processo que vem sendo empreendido. A SBGG deve estar presente nesta data também. Confira na íntegra nota publicada no site da AMB em 20 de agosto A decisão foi tomada nesta quinta-feira durante a segunda reunião do Grupo de Trabalho para reformulação do Decreto. A principal preocupação da Associação Médica Brasileira (AMB) era com as brechas legais abertas por artigos no decreto, que permitiam que o governo interferisse unilateralmente nas formas de certificação dos médicos especialistas no Brasil e na qualidade da formação desses profissionais. A garantia de que o decreto não irá interferir na formação dos médicos especialistas é consequência do acordo feito pelo Grupo de Trabalho formado por representantes do governo, das entidades médicas e da Câmara dos Deputados. Em linhas gerais, o acordo prevê que o decreto normatize o Cadastro Nacional de Especialistas e garanta segurança jurídica para o modelo vigente de formação de especialistas, conduzido desde 2002 pela Comissão Mista de Especialidades. A minuta do novo decreto deverá ser entregue aos deputados do Grupo de Trabalho até às 11 horas da próxima terça-feira. Caso isso não aconteça, o Pedido de Urgência para o Projeto de Decreto Legislativo 157, que susta os efeitos do decreto 8.497, volta à pauta da Câmara dos Deputados na sessão do dia 26/8, quarta-feira, juntamente com a análise do mérito. “A publicação do texto acordado hoje (20/8) preserva a qualidade da saúde para população brasileira. Houve bom senso para solução do problema e a contribuição dos deputados foi fundamental neste processo. Conseguimos evitar que a saúde brasileira desse um grande passo atrás. Infelizmente, tivemos que gastar muita energia para chegar ao ponto onde estávamos há três semanas. Muito trabalho para corrigir um decreto que podia ter sido conduzido de outra forma. O ponto positivo foi ver que quando há união e diálogo transparente, podemos fazer coisas importantes e positivas pela saúde brasileira”, declara Florentino Cardoso, presidente da AMB. A AMB convocou as sociedades de especialidade para nova mobilização no Congresso Nacional na próxima quarta-feira, dia 26 de agosto, data que vence o prazo dado pela Câmara dos Deputados para um acordo entre os médicos e o governo. Estiveram presentes na reunião desta quinta-feira pela AMB (Associação Médica Brasileira) o presidente da entidade Florentino Cardoso e o diretor Diogo Leite Sampaio; pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), o presidente Carlos Vital e o vice-presidente Mauro Ribeiro; pela FENAM (Federação Nacional dos Médicos), o presidente Otto Baptista e o diretor Jorge Darze; pelo Ministério da Educação, o diretor de Desenvolvimento da Educação em Saúde Vinícius Ximenes; e pelo Ministério da Saúde, o secretário de Gestão do Trabalho Hêider Aurélio Pinto e assessoria jurídica. Representando a Câmara dos Deputados, como parte da comissão de avaliação do decreto, estiveram presentes os seguintes parlamentares: Luiz Henrique Mandetta (MS), Jorge Solla (BA), Alexandre Serfiotis (RJ), Marcelo Castro (PI), Antônio Brito (BA), Odelmo Leão (MG), Gorete Pereira (CE) e Hiran Gonçalves (RR). A reunião aconteceu na Presidência da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, a partir das 8h30 da manhã. Convidamos todos os médicos brasileiros a procurarem deputados federais e senadores, a partir de agora, pedindo apoio para essa importante causa para a medicina e a saúde de todos os brasileiros. Fonte> http://amb.org.br/noticias/decreto-8-497-nao-interferira-mais-na-formacao-dos-medicos-especialistas/ Leia também: Proposta alternativa ao Decreto nº 8.497/2015 é concluída por Grupo de Trabalho criado na Câmara dos Deputados (via portal CFM) imagem> (AMB/Divulgação) AMB
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SBGG alerta: política pública não executada também é violência

No ano em que se completa uma década desde a instituição do Dia Mundial de Combate à Violência contra o Idoso, em 15 de junho, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) chama a atenção para um dos tipos de abuso mais comuns enfrentados por essa população: a dificuldade de acesso a uma moradia digna. Apesar de previsto no Estatuto do Idoso, no capítulo IX, art. 37, em que “o idoso tem direito a moradia digna, no seio da família natural ou substituta, ou desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou, ainda, em instituição pública ou privada”, o acesso a um lar de qualidade é uma realidade ainda distante no Brasil, conforme explica o geriatra e presidente da SBGG, JCONSCIENTIZACAO.VIOLENCIA_2oão Bastos Freire Neto. Aqueles idosos que não têm condições de viver sozinhos e/ou sofrem maus-tratos físicos, psicológicos ou financeiros por parte de familiares ou pessoas do convívio têm como opção a busca pelas chamadas Instituições de Longa Permanência (ILPs). “Entre os fatores que levam os idosos a buscarem uma moradia fora do ‘berço familiar’ está a violência doméstica, praticada por aqueles de seu convívio”, esclarece a presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG, a gerontóloga Maria Angélica Sanchez. Freire Neto esclarece ainda que, além do Estatuto, a Portaria nº 2.528, de 19 de outubro 2006, institui a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, na qual é prevista a “implantação de política de atenção integral aos idosos residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos”. Entretanto, isso está distante da realidade. “A grande maioria das ILPs está longe de ser uma habitação de qualidade para abrigar os idosos”, avalia o presidente da SBGG. Muitas apresentam infraestrutura precária, mão de obra não qualificada para o atendimento à pessoa idosa e dificuldades financeiras diversas, entre outros pontos que têm causado uma situação de violência ao envelhecimento no Brasil. De acordo com a pesquisadora Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), “esse tipo de moradia é uma opção para que os idosos, independentes ou dependentes de cuidados de saúde, possam ser acompanhados e ter um local para viver e conviver com outras pessoas, seja por opção própria ou nos casos em que a família não tenha condições de arcar com essa responsabilidade, seja financeiramente ou estruturalmente”. Indicadores e recursos Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea, 2010) mostra que há no Brasil aproximadamente 3.295 instituições, sendo a maioria de natureza filantrópica (65,2%). Apenas 6,6% são públicas, sendo a predominância sob gestão da esfera municipal, o que corresponde a 218 instituições. Nas ILPs pesquisadas, residem cerca de 100 mil pessoas, das quais 84 mil são idosas, o que representa menos de 1% da população idosa brasileira. Por outro lado, 3,1 milhões de idosos frágeis residem com a família, dependendo de seus cuidados. Em termos de recursos, as instituições brasileiras vivem principalmente da renda dos próprios residentes e/ou familiares – aproximadamente 57% das receitas provêm da mensalidade paga por estes. Financiamento público é a segunda fonte de recursos mais importante, responsável por aproximadamente 20% do total. Ana Amélia, que também foi a coordenadora do levantamento do Ipea, avalia que há omissões por parte das três esferas do Estado brasileiro – municipal, estadual e federal – na oferta de alternativas de cuidados para a população  idosa frágil. Isso significa não só efetivar estratégias que possibilitem a manutenção dessas instituições, tornando-as adequadas para abrigar os idosos, mas também ajudar a família a cuidar de seus familiares.”Não se pode abrir mão do cuidado familiar nem tomá-lo como garantido. A violência contra o idoso decorre muitas vezes das dificuldades das famílias cuidadoras e mesmo das instituições que desempenham essas funções. Nesses casos, o Estado é corresponsável”, esclarece Ana Amélia. Segundo o presidente da SBGG, é preciso salientar a importância de o Estado prover boas condições de funcionamento dessas ILPs, por meio de políticas públicas eficazes, capazes de fiscalizar as instituições privadas e estabelecer linhas de financiamento das públicas”, esclarece o presidente da Sociedade. Conheça o que o Estatuto do Idoso preconiza sobre habitação CAPÍTULO IX – Da Habitação Art. 37. O idoso tem direito a moradia digna, no seio da família natural ou substituta, ou desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou, ainda, em instituição pública ou privada.
  • 1oA assistência integral na modalidade de entidade de longa permanência será prestada quando verificada inexistência de grupo familiar, casa-lar, abandono ou carência de recursos financeiros próprios ou da família.
  • 2oToda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identificação externa visível, sob pena de interdição, além de atender toda a legislação pertinente.
  • 3oAs instituições que abrigarem idosos são obrigadas a manter padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles, bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes, sob as penas da lei.
Fonte: Estatuto do Idoso  

Pessoa idosa testou positivo para Covid-19 O que fazer?

O Brasil enfrenta a terceira onda de casos de Covid-19 e mesmo as pessoas idosas com esquema vacinal completo podem eventualmente ser infectadas. O principal objetivo da vacina é evitar as manifestações mais graves da Covid-19.

Neste cenário, algumas dúvidas podem surgir em relação a como proceder caso a pessoa idosa tenha contato com alguém infectado e manifeste sintomas gripais.

Quando essa situação ocorrer, deve-se procurar orientação médica. Idosos frágeis requerem maior atenção devido à probabilidade de manifestar uma maior gravidade. É preciso iniciar o isolamento para evitar a transmissão para outras pessoas.

Os sinais de alerta para maior gravidade são a dificuldade respiratória, redução da saturação de oxigênio pelo oxímetro, cansaço intenso, febre persistente e a redução do nível de consciência.

Essas orientações também podem ser seguidas para pessoas idosas com H3N2 (Influenza).

VACINAS SALVAM VIDAS! Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, as mortes por Covid-19 ocorreram 15 vezes mais na população idosa não imunizada.

Os óbitos em pessoas idosas com esquema vacinal completo (duas doses + reforço) representam 1,31 por cem mil habitantes. Já em idosos sem imunização o número sobe para 19,51 mortes por cem mil habitantes.

Vacine-se contra a Covid-19, mantenha o uso de máscaras e a higienização das mãos e evite aglomerações. Procure um médico em caso de sintomas!

Três grandes mitos sobre o envelhecimento

Além de se tratar de algo inerente ao ser humano, o envelhecimento é um processo absolutamente diverso. Cada indivíduo vivenciará esta fase da vida por meio de trajetórias e experiências distintas.

Por esse motivo, não é possível generalizar a velhice utilizando-se de termos e crenças que enfatizam estereótipos negativos, que não representam todas as formas de se envelhecer.

A cada dia nos deparamos com exemplos concretos de que ter saúde, ser ativo e produtivo são características que podem fazer parte do envelhecimento. Portanto, reflita e busque quebrar esses paradigmas ultrapassados.

Vamos juntos construir uma visão mais otimista e verdadeira para o envelhecimento que queremos para todos!

Mito: Quanto mais velho, menor a necessidade de sono

Com o envelhecimento, algumas pessoas podem ter mais dificuldade em iniciar ou manter o sono. Um equívoco comum é pensar que o sono precisa necessariamente reduzir com a idade. Pessoas idosas precisam da mesma quantidade de sono que adultos – 7 a 9 horas por noite. O sono adequado traz inúmeros benefícios para a saúde!

Mito: Nesta fase não é preciso se exercitar

O sedentarismo é perigoso em qualquer idade. Para pessoas idosas, manter uma prática de atividade física regular é ainda mais importante. Previne doenças crônicas, quedas e fraturas, auxilia no tratamento da depressão, preserva a vitalidade, além de muitos outros benefícios. É um dos principais pilares para o envelhecimento saudável!

Mito: Pessoa idosa são sempre são deprimidos

A depressão é uma doença que atinge pessoas de diferentes idades. Por isso, nem toda pessoa idosa apresentará sintomas depressivos, inclusive muitos indivíduos mostram-se bastante otimistas e resilientes nesta fase de vida. A idade avançada traz inúmeros fatores de risco que aumentam a probabilidade da doença se desenvolver, como a solidão, as perdas, a limitação causada pelas doenças. Porém, esta não é uma condição inerente à idade.

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Motivos para contratar uma pessoa idosa

As pessoas idosas representam um quinto da população brasileira, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Dessas, 18,5% trabalham, 85% moram com outras pessoas e 75% contribuem com pelo menos metade da renda familiar.

O trabalho nessa idade é uma realidade e o país possui diversas ações para estimular a contratação de pessoas nessa faixa etária.

O Projeto de Lei (PL) 4.890/2019, aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), tem como finalidade oferecer incentivos fiscais, com duração de cinco anos, para empresas que contratarem funcionários com idade igual ou superior a 60 anos.

Além disso, diversas companhias possuem programas exclusivos para contratação de pessoas idosas com o intuito de valorizar toda a carga de conhecimento que possuem.

Veja três motivos para contratar pessoas idosas:

Paciência: estão mais acostumadas a trabalhos monótonos, repetitivos e são mais habituadas a seguir uma rotina de trabalho.

Experiência de vida: a maturidade traz uma bagagem que foi construída com muitas experiências e pode ser importante na tomada de decisões e dedicação.

Maturidade emocional: as pessoas idosas costumam ser mais resilientes em comparação a outras pessoas que têm pouco controle emocional, justamente por terem tido poucas vivências afetivas.

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Nota de falecimento Tomiko Born

A SBGG comunica com muito pesar aos seus associados, o falecimento de Tomiko Born.

Agradecemos Marília Berzins, uma das muitas amigas que Tomiko cativou durante sua caminhada, quem , em nome de toda a SBGG rende a homenagem que segue, pelo passamento de Tomiko Born.

Tomiko Born foi uma ativista da Gerontologia brasileira a quem agradecemos muito a sua brilhante e eficiente atuação e luta em defesa dos direitos da pessoa idosa.

Nasceu em 26 de maio de 1932 em São Paulo e era casada com Hans Born.

Formada em Serviço Social pela PUC/SP e mestre em Ciências pela Columbia University School of Social Work (Nova York), fazendo parte de um grupo de profissionais pioneiros da gerontologia brasileira com inúmeras e imensuráveis contribuições.

Tomiko foi coordenadora do I Simpósio em São Paulo que discutiu Políticas Públicas para pessoas idosas (Velhice, encargo ou patrimônio?).

Participou ativamente da SBGG São Paulo onde organizou uma Comissão de Assessoria às instituições asilares. Coordenou o Fórum de Instituições para idosos na cidade de São Paulo e participou da Caravana da Dignidade (2001) onde percorreu várias instituições pelo Brasil em defesa de uma vida digna para seus residentes.

Foi ela que introduziu a substituição do termo asilo para Instituição de longa Permanência para Idosos (ILPI) num fórum promovido pela SBGG e posteriormente em documento publicado pela SBGG Brasil.

Além destas contribuições organizou o primeiro Manual de Cuidador da Pessoa Idosa publicada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República em 2008.

Depois da sua aposentadoria foi morar em Caldas (MG) onde continuava a exercer a sua militância e luta na defesa dos direitos das pessoas mais velhas, do meio ambiente e dos direitos humanos.

Tomiko Born deixa um legado inestimável e uma saudade imensa. A quem honra, honra. Saudades querida mestre Tomiko.

Recebam todos: familiares, amigos e associados o abraço solidário desta Diretoria neste momento de pesar.

O consumo excessivo de álcool na velhice

As festividades de fim de ano estão chegando e este é um momento em que parte da população exagera no consumo do álcool, inclusive as pessoas idosas. Por isso, agora – e durante todo ano – é importante observar e controlar o consumo de bebidas alcoólicas. Durante a pandemia, o consumo de álcool teve um aumento de 17,2%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (IBRAFIG).

O consumo de álcool e os idosos

Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que 1 a cada 10 brasileiros com mais de 60 anos promove o consumo abusivo de álcool.

A pesquisa contou com uma mostra de 3,1 milhões de pessoas idosas e cerca de 2 milhões admitiram consumir diversas doses de uma só vez. Outros 1,16 milhão afirmaram ingerir entre 7 a 14 doses por semana, quantidade prejudicial à saúde.

Dentre os entrevistados, 23,7% indicaram que bebem esporadicamente.

Os números mostram que o consumo de bebidas pelos idosos pode ser considerado um problema de saúde pública.

A Universidade de Washington realizou um estudo com dados de mais de 100 mil pessoas de 195 países, entre 1990 a 2016, e observou que o risco de adoecer cresce 0,5% com uma dose diária, 7% com duas doses e 37% com a ingestão de cinco doses.

O consumo de álcool pode gerar dependência, afetando o indivíduo e as pessoas à sua volta, incluindo o núcleo familiar. Entre outros problemas, resultado do consumo abusivo de bebidas alcoólicas, estão:

• Cirrose e falência do fígado
• Hepatite alcoólica
• Gastrite
• Queda
• Infarto e AVC
• Acidentes de trânsito
• Violência
• Problemas cardíacos e vasculares
• Câncer (diversos tipos)
• Impotência ou infertilidade masculina

Fique atento ao consumo de álcool das pessoas idosas ao seu redor e ajude-as a procurar um médico, caso haja necessidade.

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