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“Quedas de idosos representam um grave problema de saúde pública”, alerta SBGG

Pesquisadores afirmam que cerca de 30% dos idosos caem a cada ano, e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia faz um alerta no Dia Mundial de Prevenção de Quedas da Pessoa Idosa O envelhecimento populacional no Brasil ocorre hoje num ritmo acelerado. As projeções indicam que até o ano de 2025, a população idosa brasileira corresponderá a mais de 34 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. O aumento da população idosa é uma conquista, mas ao mesmo tempo um desafio, já que o envelhecimento traz consigo algumas condições típicas desta faixa etária, entre elas: a instabilidade postural e a uma série de situações que elevam o risco de desequilíbrio e quedas. A ocorrência de quedas é comum, mas não é normal do envelhecimento. A queda representa um grave problema de saúde pública devido as suas consequências que vão desde lesões leves, medo de cair repetidas vezes, até fraturas, dependência, hospitalização e institucionalização, o que causa impacto na sociedade como um todo, pelos prejuízos físicos, psicológicos e sociais. Assim, o dia 24 de junho foi escolhido como o Dia Mundial de Prevenção de Quedas da Pessoa Idosa, com o objetivo de assegurar a qualidade de vida e promover a autonomia dos idosos, partindo da conscientização do problema e de sua prevenção. Cerca de 30% das pessoas idosas caem a cada ano. Essa taxa aumenta para 40% entre os idosos com mais de oitenta anos e 50% entre os que residem em Instituições de Longa Permanência. No Brasil, segundo os dados do Projeto Diretrizes/SBGG de 2008, 28 a 38% das pessoas com mais de 65 anos, 32 a 42% de pessoas com mais de 75 anos e 51% de pessoas acima de 85 anos sofrem quedas. Segundo dados do DATASUS, em 2004, a taxa de mortalidade hospitalar nas pessoas idosas por queda foi 55%. Conforme levantamento do Ministério da Saúde, o número de internações de idosos em razão de fraturas do fêmur, causadas principalmente por quedas, cresceu 37% entre 2000 e 2007. Idosos mais saudáveis caem com menor freqüência; uma queda aumenta a incidência de outras; as mulheres tendem a cair mais que os homens até os 75 anos, a partir daí as tendências se igualam; a maior parte das quedas ocorrem no horário de maior atividade e apenas 20% à noite. Além disso, o fato de ter mais de 65 anos aumenta a incidência de complicações e morte, sendo que três quartos das quedas levam à lesões, e dentre aqueles que caem, cerca de 2,5% precisam de hospitalização e metade dos pacientes que caem não procuram atendimento médico. Portanto, a prevenção de quedas é um grande desafio a ser enfrentado na atenção à saúde de pessoas idosas, de forma que haja o alerta por parte os profissionais sobre os fatores de risco a que pessoas idosas estão expostas no domicílio e na comunidade, bem como de serem identificadas formas de intervenção para sua eliminação ou minimização. Outra forma de prevenção é a capacitação dos profissionais que atuam na Estratégia de Saúde da Família e a educação permanente dos trabalhadores da saúde do SUS que atuam na área da pessoa idosa. O fortalecimento da rede de atenção à saúde através de discussões com equipes multiprofissionais, e o uso da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa como instrumento de identificação de quedas no grupo populacional dos idosos, também devem ser estimulados. No entanto, as medidas para o sucesso de tais intervenções só podem ser alcançadas através da mudança de crenças, atitudes e combate ao preconceito dos próprios idosos, familiares, cuidadores, profissionais que atendem este contingente populacional e a comunidade em geral. Texto (com adaptações): Jacira do Nascimento Serra – geriatra e presidente da SBGG-MA