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Principal sintoma da Doença de Parkinson ainda é pouco conhecido pela população

04/07/2018

Segunda doença degenerativa mais prevalente no mundo, atrás apenas do Alzheimer, o Parkinson se desenvolve de maneira progressiva, atingindo o sistema nervoso e afetando os movimentos. Em casos avançados a pessoa apresenta cada vez menos capacidade de regular movimentos e fala. Era neste estado que dona Alda se encontrava.

Um dos principais desafios da doença está no diagnóstico precoce. Enquanto o tremor pode ser o sinal mais conhecido sobre o Parkinson, o principal indicador é a bradicinesia, que consiste na lentidão dos movimentos.

De acordo com o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, José Elias Soares Pinheiro, esta condição é associada a outros fatores que incluem, além do tremor, a rigidez muscular e instabilidade postural. “Juntas estas características firmam o diagnóstico indicativo do Parkinson. A doença não possui um marcador sorológico, apenas critérios clínicos, o que torna fundamental o conhecimento acerca dos sintomas”, esclarece Pinheiro.

Pelo fato de muitas vezes os idosos apresentarem lentidão nos movimentos, este sinal dificilmente é associado ao Parkinson, sendo comumente reconhecido como uma característica intrínseca ao envelhecimento do organismo, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Em contrapartida, o geriatra esclarece que nem todo o tremor é Parkinson e que este quadro pode estar associado ao uso de algum fármaco ou decorrer de outra origem a ser investigada. “Por isso a bradicinesia associada a outro sinal motor é o principal indicativo de Parkinson”, reforça Pinheiro.

Existem indicações não-motoras que auxiliam no processo de diagnóstico, tais como alterações de humor, como depressão, ansiedade e irritabilidade; prisão de ventre e insônia.

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