Outubro Rosa contra o câncer de mama e o câncer do colo do útero

Anualmente, a campanha Outubro Rosa alerta a sociedade sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Já consolidada, a iniciativa também incluiu recentemente o câncer do colo do útero em suas ações. Estes são dois dos três tipos de câncer mais incidentes em mulheres, estimados para o triênio 2020-2022, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Os dados do INCA apontam que essas neoplasias, somadas, são responsáveis por 37% dos casos de câncer feminino no Brasil por ano. Ao todo, são 66.280 novos casos de câncer de mama e 16.590 diagnósticos de câncer do colo do útero.

A campanha Outubro Rosa pretende promover a conscientização sobre essas doenças, ao mesmo tempo em que proporciona maior acesso aos serviços de diagnóstico, como mamografias, exame ginecológico preventivo com realização do Papanicolau, além de orientações de autoexame das mamas. Com isso, busca-se o principal dos objetivos, que é reduzir a morbidade e a mortalidade por esses dois cânceres. Em 2017, foram registrados mais de 16.700 óbitos de câncer de mama e cerca de 6.400 mortes por câncer do colo do útero, segundo o INCA.

Sabemos que o surgimento de algumas neoplasias envolve um ou mais fatores de risco. O exemplo mais emblemático é o tabagismo levando ao câncer de pulmão. Geralmente esses fatores são classificados como não modificáveis e modificáveis e, no caso do câncer de mama, a idade e a história familiar são aqueles sobre os quais não é possível interferir, além de outros, como veremos mais adiante. Ter mais que 50 anos e, nas mulheres mais jovens, ter parentes de primeiro grau com câncer de mama, aumentam o risco para a doença.

Os outros fatores classificados como não modificáveis são:

· Menarca precoce (primeira menstruação antes dos 10 anos);
· Menopausa tardia (última menstruação depois dos 55 anos);
· Primeira gestação após 25 anos;
· Câncer de ovário ou mama no passado;
· Doença mamária benigna (lesões mamárias proliferativas com atipias ou outras doenças precursoras);
· Mutações genéticas (BRCA1 e BRCA2).

Então, quais seriam os fatores que podem ser evitados, reduzindo a ameaça de desenvolver o câncer de mama? Aqui estão os principais:

· Obesidade;
· Uso excessivo de álcool;
· Tabagismo;
· Exposição à radiação ionizante;
· Exposição a pesticidas / organoclorados.

Em relação ao câncer do colo do útero, é consolidado que a infecção pelo HPV, um vírus sexualmente transmissível, pode causar uma lesão no colo do útero que, se não for curada, se transforma em uma neoplasia maligna, com todas as consequências ruins que ela poderá trazer. Por ser uma infecção assintomática, é preciso procurá-la em cada mulher sexualmente ativa e esse é um dos poucos cânceres que pode ser prevenido de fato. E outros fatores também estão envolvidos, listados abaixo:

· Início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros;
· Tabagismo (a doença está diretamente relacionada à quantidade de cigarros fumados);
· Uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

O câncer de mama, quando diagnosticado de forma precoce, tem chance de cura em 95% dos casos. Por isso, é fundamental a realização do autoexame das mamas, mensalmente após a menstruação, no caso das mulheres mais jovens, e mamografia anualmente a partir dos 40 anos de idade,

A SBGG apoia a campanha Outubro Rosa e reforça a importância da prevenção e diagnóstico das doenças. Faça parte desse movimento e cuide-se!

Fonte: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//estimativa-2020-incidencia-de-cancer-no-brasil.pdf