O consumo excessivo de álcool na velhice

As festividades de fim de ano estão chegando e este é um momento em que parte da população exagera no consumo do álcool, inclusive as pessoas idosas. Por isso, agora – e durante todo ano – é importante observar e controlar o consumo de bebidas alcoólicas. Durante a pandemia, o consumo de álcool teve um aumento de 17,2%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (IBRAFIG).

O consumo de álcool e os idosos

Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que 1 a cada 10 brasileiros com mais de 60 anos promove o consumo abusivo de álcool.

A pesquisa contou com uma mostra de 3,1 milhões de pessoas idosas e cerca de 2 milhões admitiram consumir diversas doses de uma só vez. Outros 1,16 milhão afirmaram ingerir entre 7 a 14 doses por semana, quantidade prejudicial à saúde.

Dentre os entrevistados, 23,7% indicaram que bebem esporadicamente.

Os números mostram que o consumo de bebidas pelos idosos pode ser considerado um problema de saúde pública.

A Universidade de Washington realizou um estudo com dados de mais de 100 mil pessoas de 195 países, entre 1990 a 2016, e observou que o risco de adoecer cresce 0,5% com uma dose diária, 7% com duas doses e 37% com a ingestão de cinco doses.

O consumo de álcool pode gerar dependência, afetando o indivíduo e as pessoas à sua volta, incluindo o núcleo familiar. Entre outros problemas, resultado do consumo abusivo de bebidas alcoólicas, estão:

• Cirrose e falência do fígado
• Hepatite alcoólica
• Gastrite
• Queda
• Infarto e AVC
• Acidentes de trânsito
• Violência
• Problemas cardíacos e vasculares
• Câncer (diversos tipos)
• Impotência ou infertilidade masculina

Fique atento ao consumo de álcool das pessoas idosas ao seu redor e ajude-as a procurar um médico, caso haja necessidade.

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