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Excesso de informações sobre a covid-19 pode impactar saúde mental dos idosos

Por Rubens de Fraga Junior*

O excesso de informações diárias sobre o covid19 pode comprometer uma parte da saúde bastante relevante: a saúde mental. A pandemia é um período penoso, e, quando temos em nossas mãos uma grande carga de informações, instrumentos variados de acesso, alguns com certeza sem confiabilidade, esta fase pode se tornar estressante. Pode nos adoecer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que temos que combater a COVID-19 e também a “infodemia”, uma “superabundância de informações”, sendo algumas fakes.

Duas das principais consequências dessa condição são: ansiedade, medo, pânico e informações que possam levar ao descuido e quebra do isolamento. O ideal é avaliar qualquer material, duvidar das informações, buscar sites confiáveis e pesquisar dados oficiais sobre a COVID-19.

Ao ler estudos sobre a doença, não opte apenas pelos mais recentes, procure buscar informações em sites do Ministério da saúde, da OMS e da secretaria municipal da saúde de sua cidade.

Nas mídias sociais, procure páginas oficiais e com credibilidade para falar sobre saúde. Mesmo pessoas influentes podem estar equivocadas. Olhe para os países que estão na nossa frente .

Durante sua pesquisa, cuide dos limites da sua saúde mental. Que tal estabelecer um tempo máximo diário para ler sobre o tema? Além disso, em momentos de ansiedade, lembre-se:

Há medidas de segurança contra o coronavírus: lavar muito bem as mãos ou utilizar álcool gel 70%, adotar o isolamento social, usar máscara de forma correta quando sair de casa, evitar visitas e reuniões. Procure seu médico caso tenha sintomas como: febre, tosse, falta de ar, cansaço ou sonolência excessiva.

Médicos e cientistas do mundo inteiro estão engajados na luta contra a COVID-19. Após descobertas sobre o vírus, as orientações podem mudar.

Faça a sua parte e fique atento aos conteúdos que você consome. Estamos juntos nessa.

* Rubens de Fraga Junior é médico especialista em geriatria e gerontologia pela SBGG