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Doulas da morte auxiliam pacientes ao fim da vida

11/02/2019

No dia 16 de janeiro, o jornal Folha de S. Paulo abordou o trabalho das “doulas da morte”, ocupação que, recentemente, ganhou espaço nos Estados Unidos e Europa. O trabalho consiste em dar apoio emocional e espiritual para pessoas com pouco tempo de vida e acolhe-las para que tenham uma morte digna e suas escolhas respeitadas. No Brasil, a ocupação ainda é incipiente.

As doulas podem prestar um serviço voluntário ou remunerado de forma particular ou em hospital. O trabalho também pode complementar a atuação dos paliativistas, profissionais de múltiplas áreas da saúde especializados em cuidados paliativos.

Em 2018, a presidente da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos, Dra. Ana Beatriz Galhardi Di Tommaso, explicou a atuação dos paliativistas: “O cuidado paliativo visa o acompanhamento e o controle dos sintomas e de outras demandas que possam existir num paciente que tem uma doença potencialmente incurável. Não existe só o sintoma físico, o paciente também precisa de um suporte nutricional, social e organização, entre outros. O profissional da área de cuidados paliativos tem esse olhar mais amplo, com relação à saúde e a todos os aspectos que envolvem a doença, o paciente e sua família”. Neste papel, as doulas podem oferecer suporte aos pacientes e a equipe multidisciplinar.

O tabu da morte e a necessidade da conversa

Respeitar as vontades de cada paciente é fundamental para garantir uma boa morte. Para Ana Beatriz, falar sobre a morte, escolhas de tratamentos e terapias após a perda da capacidade funcional ou mesmo aceitar o estado terminal de uma doença, pode ser muito difícil para pacientes e familiares. Por isso é importante que cada indivíduo aborde o assunto e deixe claro suas preferencias ao fim da vida.

Para isso, a SBGG possui uma série de materiais para auxiliar na conversa sobre o fim da vida, como as Diretivas Antecipadas de Vontade, documento que ajuda a tomada de decisão sobre tratamentos ou procedimentos médicos que o paciente deseja ou não receber em situação de terminalidade da vida, e o Cartas na Mesa, jogo que estimula a conversa entre idosos e familiares sobre a morte e as vontades da pessoa.

“As DAV nesse sentido têm um olhar para a abordagem dos cuidados de saúde de acordo com nossas preferências quando estivermos acometidos de uma doença incurável e não tivermos condições de nos manifestarmos”, explica a presidente da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos. O documento possui respaldo do Conselho Federal de Medicina, que estipula que o médico deverá levar em consideração as Diretivas Antecipadas de Vontade.
“Os profissionais da equipe de cuidados paliativos têm a função de dar segurança, proteger a autonomia do paciente e acolher a família que certamente poderá ajudar a interpretar e entender os motivos daquelas escolhas pelo paciente”, finaliza Ana Beatriz.

Confira a matéria sobre as doulas.

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