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Dia Mundial de Prevenção de Quedas

24 de Junho é o Dia Mundial de Prevenção de Quedas. Criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e incluído no Calendário da Saúde do Ministério da Saúde (MS), a data é dedicada ao alerta sobre riscos de quedas para pessoas de todas as idades, mas, principalmente, as idosas.

As quedas por idosos

O aumento da longevidade e da consequente proporção de idosos na população brasileira determina a preocupação a respeito de eventos incapacitantes nessa faixa etária, sendo um deles a ocorrência de quedas, algo bastante comum e temido pela maioria das pessoas idosas por suas consequências, especialmente as fraturas.

As quedas podem ter sérias consequências físicas e psicológicas, incluindo lesões, hospitalizações, alteração da mobilidade, medo de cair novamente, restrição da atividade, declínio funcional, institucionalização e até a morte.

Atualmente, as fraturas decorrentes de quedas são responsáveis por aproximadamente 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos. Idosos apresentam dez vezes mais hospitalizações e oito vezes mais mortes derivadas de quedas.

A queda pode significar que houve o declínio das funções fisiológicas ou, ainda, representar sintomas de alguma patologia específica

As causas das quedas

São várias as causas relacionadas às quedas, trata-se de um evento multifatorial. Há fatores intrínsecos, como a perda da massa muscular, e os fatores externos, como uma calçada irregular, um fio solto e questões de comportamento de risco, como não usar calçados adequados, abuso de bebida alcoólica e execução de tarefas complexas e perigosas, como consertar telhados sem ter condições físicas e equipamentos de segurança.

Medicamentos: Estudos demonstram que o uso de medicamentos aumentam o risco de quedas, especialmente em pacientes idosos mais frágeis ou que usam medicamentos com ação no sistema nervoso central, com causa de confusão, sonolência, tontura e outros efeitos adversos.

Condição clínica: Hipertensão arterial sistêmica, diabetes, doenças neurológicas e osteoarticulares estão entre as doenças que afetam a força muscular. Por isso, é importante mantê-las controladas com medicamentos e hábitos saudáveis.

Sedentarismo: O sedentarismo ao longo do envelhecimento é extremamente prejudicial, pois está relacionado diretamente com a ocorrência de sarcopenia, que constitui na perda progressiva de massa muscular esquelética.

Prevenção de quedas

As atividades físicas ligadas ao aumento da força, tônus muscular e que mantenha a composição corporal eficiente para a locomoção, melhorando o equilíbrio, pode diminuir a frequência de quedas entre pessoas idosas. Mobilidade física e estabilidade postural estão diretamente relacionadas a prevenção de quedas.

Algumas recomendações do Ministério da Saúde:

• Se necessário, usar bengalas, muletas ou outros instrumentos de apoio;
• Elimine tudo aquilo que possa ser obstáculo ou provocar escorregões dentro de casa, como fios, tapetes e outros objetos;
• Instale suportes, corrimãos e outros acessórios de segurança no banheiro, na sala, nos corredores e no quarto;
• Use sapatos com sola antiderrapante, substitua os chinelos deformados ou frouxos e nunca ande só de meias;
• Instale iluminação ao longo do caminho da casa, principalmente para chegar até o banheiro.

Quer saber mais sobre o assunto? Leia o texto “Quedas de idosos na pandemia: causas, exercícios e prevenção”, do fisioterapeuta Tiago Alexandre, especialista em gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), para o Eu Atleta do G1.