Dia Mundial de Luta contra a AIDS

O Dia Mundial de Combate à AIDS, internacionalmente definido como 1° de dezembro, é voltado para ações de combate e conscientização sobre a doença. As atividades que chamam a atenção sobre o tema são promovidas durante todo o mês, conhecido como Dezembro Vermelho.

O que é AIDS?

AIDS é a Síndrome da Imunodeficiência Humana, transmitida pelo vírus HIV, caracterizada pelo enfraquecimento do sistema de defesa do corpo e pelo aparecimento de doenças oportunistas.

A AIDS também é confundida com o HIV, mas eles não são a mesma coisa. HIV é a sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana, o vírus causador da AIDS, por isso ter HIV não necessariamente significa ter AIDS.

A pessoa pode viver com o vírus HIV e não desenvolver nenhum sintoma. A AIDS é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV, ela surge quando a pessoa apresenta alguma infecção oportunista – que aproveita a vulnerabilidade do organismo por conta da baixa imunidade – e acomete pulmões, olhos e outros órgãos.

Vírus HIV e os idosos

No último boletim epidemiológico sobre HIV/AIDS, publicado pelo Ministério da Saúde em 2020, foi identificado o aumento de casos na faixa etária dos idosos após os 60 anos. Esse crescimento tem sido recorrente nos últimos anos.

Em 2007/2008 eram 212 casos registrados nessa faixa etária, já em 2019 o número subiu para 963 novos casos, um aumento de 354,25%. Durante a pandemia houve uma significativa queda (333 novos casos), mas existe a possibilidade de os dados estarem defasados por conta do isolamento e atraso nos diagnósticos.

O aumento no número de casos

Não existe uma resposta única para o aumento de casos de HIV em idosos, mas há duas linhas que podem justificar esses casos, são elas: o aumento do número de testes para a doença disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) ou o comportamento de risco dos idosos que não usam proteção adequada.

A menopausa, que afasta o risco de gravidez, reduz a adoção de medidas que previnem as infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, os idosos não são alvo das campanhas institucionais para prevenção da infecção do vírus HIV, o que justifica em partes o uso menos frequente de preservativos nesta faixa etária.

Necessidade de discutir a sexualidade na velhice

A vida sexual ativa durante o envelhecimento não é discutida e, na grande maioria das vezes, é vista como tabu. Tratar o assunto envolve não só empoderamento, como segurança e saúde.

PrEP, PEP e preservativo

O Ministério da Saúde sugere a utilização combinada de diversas ações para criar uma proteção mais completa – oferecida gratuitamente em postos de saúde -, são elas:

Realização de testes anuais para detecção do vírus;
Profilaxia pré-exposição (PrEP) – medicamento tomado diariamente e que prepara o organismo para enfrentar um possível contato com o vírus;
Profilaxia pós-exposição (PEP) – medida de prevenção de urgência utilizada em situação de risco de infecção pelo vírus;
Preservativo feminino e masculino, que deve ser utilizado em todo contato sexual.

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