Dia da Consciência Negra

No Dia da Consciência Negra, a SBGG convidou o Dr. Julio Cesar Menezes Vieira, médico titulado pela SBGG e psquiatra e psicogeriatra pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP/AMP), para compartilhar sua história como médico negro no Brasil.

Segundo a Demografia Médica, o Brasil possui meio milhão de médicos atualmente, sendo que apenas 3,4% se consideram negros de pele escura e 24,3% negros de pele clara (pardos) – vale destacar que na última pesquisa demográfica realizada pela IBGE 56,10% da população se declara negra.

Em 2017, conforme o IBGE, 22,9% das pessoas brancas com mais de 25 anos tinham curso superior completo, enquanto a proporção de negro para o mesmo nível de escolaridade era de 9,3%.

Os dados começam a melhorar, aponta outra pesquisa, entre 2010 e 2018, período no qual o número de alunos negros no ensino superior cresceu cerca de 400%. Os negros chegaram a 38,15% do total de estudantes matriculados. No entanto, ainda há um longo caminho para vencer o racismo estrutural.

Assista vídeo com o Dr. Julio Cesar Menezes Vieira

A realidade da população negra no Brasil

Um levantamento realizado pelo SABE (Estudo Saúde, Bem-estar e Envelhecimento), durante os últimos vinte anos, gerou uma análise comparativa entre brancos e negros em uma perspectiva racial do perfil sociodemográfico, das condições de saúde e do uso de serviços de saúde.

O levantamento mostrou que existe uma concentração de pardos e negros que não possuem renda suficiente para as despesas diárias e esses mesmos grupos também apresentaram a menor média de escolaridade.

Na análise, foi identificado que pretos (25,7%) e pardos (30,2%) foram os que menos possuíam plano privado de saúde.

No quesito saúde, quando questionados sobre a avaliação da própria saúde e se consideravam boas ou muito boas, 50,3% dos brancos responderam que sim, já nos negros esse número cai para 41,8%.

Os pretos e pardos são aqueles que estão mais relacionados com a alta prevalência de hipertensão arterial, diabetes e acidente vascular cerebral e quando falamos em mortes, a diabete, as doenças hipertensivas e cerebrovasculares têm sido apontadas como as principais causas em pessoas de cor preta no Brasil.

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