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Qualidade de vida na terceira idade é desafio para as próximas décadas

06/10/2017

Como conciliar expectativa com qualidade de vida? Este é um dos desafios que o Brasil enfrentará nos próximos anos. Segundo IBGE, a população idosa brasileira mais que triplicará até 2050, chegando a 66,5 milhões. Portanto, é necessário ter atenção quando o assunto é o  envelhecimento ativo e saudável.

Segundo Claudia Fló, presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG, engana-se quem relaciona envelhecimento ativo apenas com as atividades físicas. A especialista observa que ser ativo se baseia em três pilares: participação social, cuidados com a saúde e proteção ao idoso. “Envelhecimento ativo é o idoso poder participar da sociedade, da sua família e se atualizar sobre o que acontece no mundo. Pontos como esses são extremamente importantes”, afirma Claudia.

Segundo a especialista em gerontologia Mariela Besse, o idoso precisa ser autônomo e independente. Além disso, destaca que é necessário preservar os papéis e ocupações significativas que dão sentido ao cotidiano das pessoas e promover o engajamento na gestão da saúde pessoal.

Em entrevista à Agência Brasil, o vice-presidente da SBGG, Carlos André Uehara, mostrou-se preocupado com a atenção dada à saúde da população mais velha atualmente, destacando que o modelo de saúde brasileiro prioriza o atendimento a doenças agudas ao invés de crônicas. “Não é uma consulta de dois minutos, que receita medicamentos e marca retorno – é preciso mais acompanhamento”, completa Uehara.

Claudia Fló reforça ainda que o Estado precisa atuar em prol daqueles que não têm uma vida saudável. “A sociedade precisa acolher e proteger o idoso que tem problemas de saúde”, finaliza.

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