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Moradia e acessibilidade são desafios na velhice

08/12/2017

A moradia é uma parte importante na vida do idoso, sendo o local onde passa a maior parte do tempo. Para que a pessoa mais velha se sinta bem, é preciso pensar na moradia como um espaço acessível, acolhedor e seguro.

Segundo a presidente da Comissão de Título de Gerontologia da SBGG, Naira Lemos, é preciso analisar o perfil do idoso e suas necessidades diárias. “Temos que levar em conta a história de vida daqueles que vão viver lá, seus hábitos, costumes e principalmente suas necessidades” explica.

Em países onde a população mais velha tem maior expectativa de vida, acesso à saúde de qualidade e maior poder aquisitivo, não é incomum encontrar idosos que vivem sozinhos ou em vilas comunitárias de forma mais autônoma. No Brasil, apesar de vivermos mais e melhor do que antes, isso ainda não é uma realidade.

Naira esclarece que mesmo a população se tornando mais independente o País possui muitos idosos com saúde debilitada. “Temos um número imenso de idosos convivendo com inúmeras comorbidades e muitas vezes sem nenhum cuidado adequado”, diz. Aliado ao alto custo de moradia e do tratamento de saúde, a sociedade não aceita esse tipo de independência, dificultando que o idoso leve uma vida mais autônoma no aspecto domiciliar.

Para a população mais velha que não possui condições de morar sozinha ou depende da ajuda de terceiros, adaptar a residência pode ser uma solução para que o idoso se sinta melhor dentro de casa. Para isso, às vezes é necessário que sejam feitas adequações nas residências a fim de evitar que idosos com pouca mobilidade ou dificuldade de equilíbrio sofram acidentes. A instalação de barras de segurança em locais de difícil locomoção, pisos antiderrapantes e a diminuição dos desníveis são boas medidas de proteção. As medidas de segurança devem ser feitas por profissionais habilitados.

Para a especialista em gerontologia Mariela Besse, ter um ambiente adequado atende as necessidades do indivíduo. “Isso serve para que os idosos interajam com o ambiente de forma segura, acessível e que estimule sua funcionalidade”, explica.

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