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Estudo aponta que falar dois idiomas pode impactar na prevenção do Alzheimer. Confira análise da SBGG para o Correio Braziliense

23/01/2017

CB_22.01.17Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas do Instituto Universitário de Geriatria de Montreal comparou o cérebro de idosos bilíngues com aqueles que falavam apenas um idioma. O objetivo inicial era entender divergência de estudos anteriores quanto a uma possível melhora cognitiva em pessoas com a habilidade.

Os resultados da pesquisa foram repercutidos no Brasil pelo jornal Correio Braziliense, em matéria publicada no dia 22 de janeiro. Acesse a reportagem impressa aqui. Para ler a versão online e assistir ao vídeo de dois idosos brasileiros que falam alemão, acesse aqui.

Consultada, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), que foi representada pelo diretor da Seção do Distrito Federal (SBGG-DF), Otávio Nóbrega, avaliou o artigo. “O estudo canadense acompanha outras linhas de pesquisa na área. O estímulo da capacidade cognitiva é tão importante quanto o desenvolvimento e o treino da capacidade física, mas damos menos importância a ele. O envelhecimento é reflexo de poupanças que fazemos ao longo da vida. Se você guardar, lá na frente, poderá usar”.

Participaram do experimento da Universidade de Montreal dois grupos de idosos — um monolíngue e outro bilíngue —, que tinham a tarefa de se concentrar na informação visual de um objeto, a cor dele, e ignorar a espacial, em que posição estava, enquanto o cérebro era escaneado.

Ao comparar os resultados, os pesquisadores não detectaram diferenças nos tempos de resposta e nas taxas de erro, mas, analisando o funcionamento cerebral dos voluntários, encontraram características distintas. Segundo os cientistas, ao executar tarefas corriqueiras, os bilíngues poupam áreas do órgão mais vulneráveis na velhice.

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