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Demência: uma prioridade de saúde pública 

03/02/2017
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140ª sessão do Board de membros da OMS, realizada em dezembro de 2016, ocasião em que a ADI apresentou o Plano Global que será levado à reunião em maio deste ano. Crédito imagem: Alzheimer’s Disease International (ADI)

O Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que o projeto de Plano de Ação Global em resposta à Demência como prioridade de saúde pública 2017-2025 seja discutido na 70ª Assembleia Mundial da Saúde – que reúne representantes dos Estados-Membros da Organização, a ser realizada de 22 a 31 de maio deste ano, em Genebra (Suíça). 

O projeto, que tem como base o relatório “Demência: uma prioridade de saúde pública”, foi desenvolvido conjuntamente pela OMS e pela Alzheimer’s Disease International (ADI).  A iniciativa de colocar em prática as proposições do plano visa estimular os governos a desenvolverem estratégias para conter o impacto provocado pela demência em suas populações, bem como aumentar a conscientização sobre a demência como uma prioridade de saúde pública.

Leia a declaração do ADI aqui

Sobre demência

Demência é uma síndrome caracterizada por diminuição progressiva da capacidade cognitiva do indivíduo (que inclui memória, linguagem e abstração, entre outros domínios), o que prejudica seu desempenho na realização de atividades diárias. O indivíduo com demência torna-se, cada vez mais, dependente de terceiros para a vida em sociedade e para seus cuidados.

De acordo com a OMS, o número de pessoas vivendo com demência no mundo é de aproximadamente 35,6 milhões. Esse número deve dobrar até 2030 e mais do que triplicará em 2050.

A demência tem repercussões profundas sobre o indivíduo doente, seus familiares e cuidadores, com prejuízos de ordem física, psicológica, espiritual e financeira. De acordo com  Claudia Burlá, doutora em Bioética e membro da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos da SBGG, “demência é uma doença com indicação inquestionável de abordagem paliativa, desde o momento do seu diagnóstico. Permite ao especialista a oportunidade de acompanhar por anos a pessoa doente, com o suporte da equipe multidisciplinar, travando uma aliança de cuidado e proteção com os familiares.”

Devido à falta de conhecimento sobre a doença, ela ainda é pouco compreendida pela população e estigmatizada. O diagnóstico costuma acontecer quando a doença já está em fase moderada ou avançada: os familiares demoram a procurar orientação, talvez por acreditarem que “é normal esquecer ao envelhecer”. O encaminhamento tardio ao médico dificulta o cuidado dos indivíduos com demência na fase inicial, quando inúmeras providências importantes já devem ser tomadas, desde orientações jurídicas sobre a perda da autonomia à adaptação de ambientes e a adoção de rotinas que estimulem os potenciais do indivíduo com demência.

Com informações Ascom SBGG e ADI

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